Dourados, 4 de março de 2026
Suzano inicia operação de fábrica de ácido sulfúrico em Ribas do Pardo

Suzano inicia operação de fábrica de ácido sulfúrico em Ribas do Pardo

A Suzano, maior produtora mundial de celulose, começou em janeiro a operação de sua nova fábrica de ácido sulfúrico na Unidade Ribas do Rio Pardo (MS). Essa unidade, em funcionamento desde julho de 2024, se destaca por ser a segunda no mundo a implementar a tecnologia de reaproveitamento de Gases Não Condensáveis Concentrados (GNCC) na produção de celulose.

A nova planta alcançou sua capacidade máxima em apenas nove dias e atingiu a especificação desejada do produto em 22 dias. A produção de ácido sulfúrico traz importantes benefícios operacionais e ambientais, como autossuficiência, diminuição do tráfego rodoviário, otimização energética e redução de custos. O ácido produzido é essencial para a fabricação de dióxido de cloro, utilizado no branqueamento da celulose, além de ser importante para o tratamento de água e efluentes.

Leonardo Mendonça Pimenta, diretor de Operações Industriais da Suzano em Ribas do Rio Pardo, comentou que o início das operações representa um avanço significativo para uma das fábricas mais modernas e sustentáveis do mundo. Ele reforçou que a estrutura promove a autossuficiência e a valorização de subprodutos, além de otimizar custos operacionais e reduzir a emissão de gases.

Com a conversão do GNCC em ácido sulfúrico, a planta diminui o consumo de enxofre elementar e melhora as emissões atmosféricas. A produção própria do insumo elimina a necessidade de compras externas, fortalecendo a economia circular ao transformar um subproduto em um insumo estratégico para a indústria.

Considerado o maior projeto dos 101 anos da Suzano, a Unidade Ribas do Rio Pardo foi inaugurada no centenário da empresa e conta com a maior linha única de produção de celulose do mundo, com um investimento de R$ 22,2 bilhões. Com a nova unidade, a capacidade de produção da empresa aumentou de 10,9 milhões para 13,5 milhões de toneladas anuais, um crescimento superior a 20%. Cerca de 3 mil pessoas estão empregadas nas operações industriais, florestais e logísticas.

A unidade também é conhecida por ter o menor raio médio estrutural da base florestal entre as operações da empresa, com apenas 65 quilômetros entre as áreas de plantio e a fábrica. A tecnologia de gaseificação da biomassa nos fornos de cal reduz significativamente o uso de combustíveis fósseis. Além de ser autossuficiente na produção de ácido sulfúrico, a fábrica gera seu próprio peróxido de hidrogênio e energia renovável, com um excedente de aproximadamente 180 megawatts (MW) médios, que é destinado a fornecedores próximos e exportado para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Fonte: https://www.radiocacula.com.br/

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